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Por Alexandre Mansur, do Blog do Planeta

Imagem: Nasa

 

 

Como comunicar as mudanças climáticas ao público brasileiro? Essa é uma dificuldade persistente. Apesar de todos os esforços feitos nos últimos anos, a compreensão popular sobre o fenômeno do aquecimento do planeta e sobre a própria ciência do clima está longe do que sabem os pesquisadores. Há um fosso crescente entre o consenso popular e o consenso dos cientistas. Para alguns ativistas e comunicadores, está na hora de mudar a estratégia de comunicação. Diante desse desafio, o Instituto Arapyaú encomendou um estudo à consultoria americana FrameWorks. Ela é especializada em estudar comunicação para causas.

A FrameWorks começou fazendo um levantamento de como está a percepção popular em relação às mudanças climáticas. Foram feitas várias entrevistas em algumas das principais cidades do Brasil. Depois, a FrameWorks comparou o senso comum com o conhecimento dos especialistas científicos no tema, a partir de entrevistas com vários deles. Diante dessa comparação, chegaram a algumas descobertas.

Esse levantamento de campo é a primeira fase de um trabalho mais amplo para traçar uma nova estratégia de comunicação. Nessa fase inicial, a FrameWorks usa as entrevistas para descobrir os modelos culturais da sociedade em relação aquele tema. Os modelos culturais revelam o terreno cognitivo de um determinado assunto. Eles mostram os padrões implícitos de crenças que os indivíduos usam para enquadrar as informações que recebem. Esses modelos culturais podem ser produtivos ou danosos na hora de extrair sentido da informação.

Leia o texto completo e saiba mais sobre como comunicar mudanças climáticas de uma forma mais eficaz.

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Verão quente prejudica safra de lúpulo na Europa e nos EUA e deve encarecer a bebida, diz jornal

Selection of beers in glasses              (Foto: Koji Hanabuchi/Corbis)

 

 CÍNTYA FEITOSA (OC)

Agora a mudança climática já foi longe demais, dirão os apreciadores de uma boa cerveja. A produção de lúpulo na Europa e nos Estados Unidos em 2015 está comprometida por conta das altas temperaturas registradas neste ano. O cereal é uma das matérias-primas da cerveja, em especial das artesanais – ele dá à bebida diferentes sabores e aromas, além de contribuir para a conservação.

No Vale do Yakima, região produtora no Estado de Washington, nos EUA, as temperaturas chegaram a cerca de 38ºC durante o mês passado. “O calor está fazendo com que as plantas murchem”, disse ao jornal Financial Times Paul Corbett, diretor-gerente da Charles Faram, comerciante internacional de lúpulo com sede no Reino Unido. A produção também é afetada por mudanças nos períodos chuvosos.

As temperaturas também foram altas em regiões produtoras na Europa, como Alemanha e Eslovênia, e a produção vai cair. “Todas as plantas dependem da água e temperatura para se desenvolver. As mudanças climáticas têm afetado a agricultura de diversas maneiras, desde a quebra de produção de grandes commodities até produtos como o lúpulo”, diz Osvaldo Stella, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). “É mais um exemplo de como a mudança climática vai permeando nossa sociedade e nos afetando de diversas maneiras.”

O setor cervejeiro teve, pela primeira vez em duas décadas, uma retração. Mas a queda nas vendas não foi percebida entre as cervejas artesanais, que movimentam cerca de US$ 20 bilhões por ano e deram ânimo ao mercado.

Com o crescimento do mercado em países emergentes, os produtores dos EUA expandiram as plantações de lúpulo, afirma o FT. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, a área de cultivo no Noroeste do país cresceu 16% desde 2014. A área do chamado lúpulo de aroma aumentou 26%. Na produção mais jovem, os efeitos do calor podem ser ainda mais graves.

De acordo com Bob Fonseca, colunista da revista Menu e especialista em cervejas, uma queda no mercado norte-americano de lúpulo pode representar também um risco ao que se tornou o cartão de visita da produção de cervejas nos EUA. “Tudo que se convenciona chamar de escola americana de cerveja está relacionado ao lúpulo.”

Fonseca ressalta que a queda da produção em um momento que o número de cervejarias cresce deve levar ao aumento nos preços e, por consequência, gerar pressão sobre os pequenos produtores. “Pode até haver uma pressão nas produções de lúpulo na Oceania, um mercado produtor ascendente.”

Vale lembrar que este ano caminha para ser o mais quente já registrado. O primeiro semestre de 2015 teve temperatura 0,85ºC acima da média e foi o mais quente desde 1880.

E não pense que o problema está longe demais daqui: a alta dos preços que fatalmente sobrevirá à quebra de safra tem tudo para chegar ao bar mais próximo de você. O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, e importa grande parte da matéria-prima utilizada na bebida de países como Alemanha e Estados Unidos. Em especial o lúpulo, planta de climas temperados, que depende de invernos longos e verões chuvosos e com temperaturas amenas.

Ouça também o boletim Ciência e Meio Ambiente, com Osvaldo Stella, na rádio CBN:  Mudanças climáticas afetam a agricultura de diversas maneiras

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© Jamie Grill/Tetra Images/Corbis

Treze das maiores empresas dos Estados Unidos se comprometeram publicamente a investir mais de US$ 140 bilhões em esforços para reduzir as emissões de carbono. O compromisso é parte do apoio dado ao esforço da administração do presidente Barack Obama de envolver o setor privado na agenda do clima, em preparação à conferência da ONU que vai tratar do assunto em Paris, em dezembro.

Além dos US$ 140 bilhões de investimento, as empresas prometem gerar mais de 1.600 megawatts em energia renovável. A iniciativa inclui metas individuais ambiciosas, que incluem baixar as emissões de carbono em até 50 por cento, reduzir o uso intensivo de água em 15%, adquirir energia 100% renovável e alcançar o desmatamento líquido zero em suas cadeias de abastecimento.

As 13 empresas que assinaram com o vice-presidente americano John Kerry o compromisso de redução de carbono são a Alcoa, Apple, Bank of America, Berkshire Hathaway Energy, Cargill, Coca-Cola, General Motors, Goldman Sachs, Google, Microsoft, Pepsi-Co, UPS e WalMart. Mais uma rodada de compromissos semelhantes deve acontecer nos próximos meses, incluindo outras grandes empresas. A ideia é mobilizar o empresariado americano no combate às mudanças climáticas e com isso influenciar toda a sociedade.

Os compromissos variam entre as empresas, mas todos trazem números concretos. A Alcoa, uma das maiores fabricantes mundiais de alumínio, comprometeu-se a reduzir suas emissões de carbono nos EUA em 50% até 2025, com base nos níveis de emissões em 2005. O Bank of America  prometeu adicionar US$ 75 bilhões aos US$ 50 bilhões que já disponibiliza para apoiar negócios ambientalmente sustentáveis. A Coca-Cola vai reduzir em 25% a emissão de gases de efeito estufa, incluindo a sua cadeia de fornecedores. A General Motors assumiu o compromisso de reduzir a intensidade de carbono de suas instalações em 20% até 2020, com base nos níveis de emissão em 2010.

O esforço de mobilizar o capital privado é um dos elementos usados pelo governo de Barack Obama para levar adiante seu Plano de Ação Climática, que deve cortar cerca de 6 bilhões de toneladas de emissão de carbono até 2030, quando totalmente implementado. Isto é equivalente a retirar da estrada todos os carros dos Estados Unidos por mais de quatro anos.

O plano tem mobilizado governos locais, entidades privadas e empresas a intensificar seus esforços para aumentar a eficiência energética, o investimento na economia de baixo carbono e tornar a energia solar mais acessível aos americanos de baixa renda.

Carlos RIttl, secretário-executivo do Observatório do Clima, defende que quanto mais cedo as corporações fizerem a transição para a economia de carbono, mais benefícios terão. “Embora US$ 140 bilhões sejam uma cifra modesta perto dos subsídios dados aos combustíveis fósseis, o compromisso das empresas americanas é um sinal claro de que cortar emissões é uma questão estratégica para a competitividade neste século”, diz.

“O setor privado brasileiro precisa entender essa lógica, e parte dele já dá sinais de que entendeu”, afirma Rittl, citando o lançamento, em junho deste ano, da Coalizão Clima, Florestas e Agricultura, que une dezenas de empresas brasileiras e organizações da sociedade civil na mobilização para que o Brasil aja com mais ambição na mitigação das mudanças climáticas.

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Sai primeira indicação do que poderá ser o texto de Paris, com 18 páginas e muitas perguntas

The world map formed out of Lego bricks                   Foto: Lim Hyeonsu/TongRo Images/Corbis

 

CLAUDIO ANGELO (OC)

O Lego mais importante do mundo teve sua primeira tentativa de montagem publicada nesta sexta-feira (24/07). Os dois presidentes do grupo de diplomatas encarregado de formatar o texto do acordo de Paris apresentaram às Nações Unidas o rascunho inicial da sua proposta.

Na verdade, segundo Ahmed Djoghlaf e Daniel Reifsnyder apressaram-se em dizer, trata-se de uma “não-proposta” – ou, no palavreado peculiar da Convenção do Clima da ONU, um “non-paper”, ou documento extraoficial, apenas para consulta pelos países-membros. Tipo, “dá uma espiada aí e me diz se está bom”. O novo texto foi batizado de “Ferramenta dos Co-Presidentes”.

A tal Ferramenta contém um documento de 18 páginas que buscou resumir as 85 páginas do texto de negociação para a COP21, a conferência de Paris, cumprindo uma missão que aparentemente viola as leis da física: criar a estrutura do novo acordo do clima num documento enxuto, mas sem excluir nada do que foi proposto no texto original. Mal comparando, equivale a montar um Lego complexo a partir de instruções sem detalhe, com cinco vezes mais peças que o necessário e sem deixar sobrarem bloquinhos soltos no final do processo.

Os blocos equivalem aos elementos de texto que os países incluíram na estrutura do acordo. Em fevereiro, na primeira reunião preparatória para Paris, Djoghlaf e Reifsnyder decidiram que todos os países seriam livres para aportar sua contribuição ao que cada um achava que o texto deveria conter. Assim, buscou-se evitar que o tradicional entrave às negociações – as diferenças intransponíveis de visão entre países ricos e pobres – atrapalhasse logo de cara a negociação, fazendo os diplomatas perderem tempo brigando sobre isso em vez de avançar na substância do tratado.

A estratégia foi uma grande jogada política para criar confiança entre os países. Uma das razões para o fracasso da conferência de Copenhague, em 2009, foi o envenenamento das relações, com um rascunho de texto elaborado pela presidência dinamarquesa sem ampla consulta e que foi prontamente rejeitado pelos países em desenvolvimento.

Os co-presidentes do ADP, sigla pela qual é conhecido o grupo negociador do acordo de Paris, souberam evitar a síndrome que vitimou Copenhague. Por outro lado, essa abertura às contribuições de todos os 195 membros da Convenção do Clima deixou o texto longo demais – impraticável para um acordo. Alguns parágrafos têm de cinco a sete opções de redação, e cada palavrinha alterada faz toda a diferença.

Um exemplo dessas opções é o parágrafo sobre a obrigação de prover financiamento aos países pobres. Os países em desenvolvimento querem que conste no parágrafo que essa obrigação é dos países desenvolvidos; estes, por sua vez, querem que seja usada a expressão “países em condições de fazê-lo”, o que incluiria emergentes como a China e o Brasil. Outro exemplo é a chamada escalada de ambição: uma das opções diz que os ajustes nas metas adotadas pelos países só podem ser feitos para torná-las mais ambiciosas; outra, que os países poderão revê-las para baixo por motivos de força maior.

Na última reunião de negociação do ADP, em junho, os co-presidentes foram encarregados de apresentar um texto do qual constassem os principais elementos do acordo: mitigação, adaptação, finanças, transferência de tecnologia, capacitação e transparência (verificação das ações). Essa é a única instrução de montagem que acompanha o Lego de Paris.

O argelino Djoghlaf e o americano Reifsnyder atacaram o problema como bons montadores de bloquinhos: por partes. Eles separaram o aparentemente intratável texto de negociação por cores, por assim dizer, e começaram a montagem daí.

O primeiro conjunto de blocos contém os elementos essenciais do acordo, em 18 páginas. O segundo conjunto, de 21 páginas, contém elementos de uma decisão da Conferência de Paris que não precisam fazer parte do acordo, mas que o complementam, como detalhes de implementação e ações de corte de emissão a adotar antes de 2020, quando o novo acordo deve entrar em vigor. Mal comparando, é como se a primeira parte fosse um texto de um projeto de lei e a segunda fosse um decreto presidencial regulamentando-a.

É na terceira parte, porém, que a porca torce o rabo: há um vasto número de peças que não se encaixam em lugar nenhum e cujas cores não batem. São assuntos que, no dizer dos co-presidentes, precisam de “mais clareza” entre os países e que eles não se arriscaram a incluir entre os elementos do acordo. Calha também de ser o maior dos conjuntos de pecinhas do Lego de Paris: 35 páginas. E traz questões fundamentais: haverá pico nas emissões globais? Quando? Haverá um “orçamento de carbono” para a humanidade? Como será o uso de mecanismos de mercado? Quem paga pelas perdas e danos decorrentes da mudança climática nos países mais pobres? E, o mais importante, qual é a visão de longo prazo para as emissões em 2050?

Os países correm contra o calendário para resolver essas e todas as outras pendências do texto: só há mais dez dias de negociação até a COP21, que serão divididos em duas rodadas de trabalho em Bonn, Alemanha, sede da convenção, em setembro e outubro. Os co-presidentes já avisaram que não há tempo para a tradicional enrolação diplomática: a plenária inicial do próximo encontro, que começa dia 31 de agosto, terá apenas meia hora de duração. E começará “pontualmente às 10h”.

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CÍNTYA FEITOSA (OC)

O ano de 2015 caminha para quebrar o recorde entre os mais quentes já registrados no mundo. O primeiro semestre teve temperatura 0,85ºC acima da média e foi o mais quente desde 1880, de acordo a agência norte-americana Noaa. A média global é calculada de acordo com os registros das temperaturas nas superfícies oceânica e terrestre.

Junho foi o terceiro mês deste ano a quebrar o recorde mensal de temperatura, junto com março e maio. Os outros meses também registraram altas temperaturas: janeiro e fevereiro ocupam o segundo lugar entre os mais quentes, na comparação com os mesmos meses, e abril foi o quarto com temperatura mais alta.

O mês de junho também registrou a terceira menor extensão de gelo no Ártico desde 1979, quando as medições por satélite começaram, usando dados da Noaa (Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera) e Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).

No mapa, as regiões em vermelho registraram temperatura acima da média. Em azul, as regiões com temperatura abaixo da média. A comparação é entre 2015 e o período de 1981 a 2010.

 

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Boston, Massachusetts. © Massimo Borchi/SOPA RF/SOPA/Corbis

CÍNTYA FEITOSA (OC)

Um estudo publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change relaciona mudanças bruscas de temperatura ao aumento na taxa de mortalidade entre idosos no Nordeste dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, o número de mortes relacionadas às mudanças drásticas na temperatura é o mesmo dos óbitos causados por AIDS no país.

Segundo a pesquisa, um aumento na temperatura de 1ºC  no verão foi associado a uma taxa de mortalidade 1% mais alta, enquanto um aumento da temperatura no inverno em relação à temperatura média corresponde a uma redução de 0,6% na mortalidade. “A AIDS é responsável por 1% das mortes nos Estados Unidos; um fator que aumenta o total de mortes em 1 % é algo para se preocupar”, afirmou Joel Schwartz, o principal autor do estudo, em entrevista à rádio Wbur.

Os pesquisadores analisaram as estatísticas do Medicare sobre 2,7 milhões de pessoas com idade superior a 65 anos entre 2000 e 2008 na Nova Inglaterra, região que abriga a cidade de Boston.

De acordo com os autores do estudo, as variações bruscas na temperatura podem levar a mudanças fisiológicas importantes. Por exemplo, o aumento expressivo do calor pode causar alterações na pressão arterial, aumentando marcadores inflamatórios no sangue, com risco de um ataque cardíaco ou surgimento de outra doença cardiovascular, levando também a efeitos no funcionamento do pulmão.

“A maior variabilidade da temperatura no verão pode impedir a adaptação. Mais mortes em verões mais quentes ou em invernos mais frios podem estar relacionadas aos efeitos associados às mudanças de curto prazo na temperatura”, diz a pesquisa.

O aumento do número de mortes nos anos em que houve mudanças bruscas de temperatura pode estar relacionado à dificuldade de adaptação rápida – ou seja, a adaptação não ocorre no mesmo ritmo que as mudanças de temperatura.

Leia também:  Cortar CO2 é ‘oportunidade do século’ em saúde, afirma revista médica

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O Observatório do Clima divulgou recentemente o vídeo viral “Papa Francisco e a Encíclica”, uma paródia dos blockbusters de Hollywood abordando a mensagem papal de proteção do meio ambiente. Agora nós voltamos à carga com outra pérola da cultura pop sobre a mensagem apaixonada do papa em relação às mudanças climáticas – reencarnando o pontífice na pele do super-herói ambiental Capitão Planeta, com a ajuda do criador do personagem, o desenhista americano Will Meugniot.

Exibida pela primeira vez há 25 anos, a série de desenhos animados “Capitão Planeta” (com vozes de estrelas de Hollywood como Whoopi Goldberg, Ed Asner, Jeff Blum e Meg Ryan) produziu uma geração de jovens apaixonados pela proteção do nosso planeta. A nova roupagem do personagem como o papa é outro exemplo de como a mensagem de Francisco para o mundo sobre lutar contra a mudança climática está ultrapassando as divisas entre culturas, credos e instituições, fazendo-nos combinar nossos poderes para salvar a Terra.

O herói ambiental já havia aparecido aqui no Brasil e até nas Conferências do Clima da ONU. Dê uma olhada:

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Observatório do Clima, the Brazilian Climate Observatory, recently launched the viral sensation ‘Pope Francis: The Encyclical’, a hilarious take on the Pope’s message as a summer movie blockbuster. Now we are back with another incredible pop culture gem to further the excitement around Pope Francis’ impassioned climate message – re-imagining the Pope as the original environmental superhero Captain Planet with the help of the original character artist, Will Meugniot.

First broadcast almost 25 years ago, the classic TV animated series ‘Captain Planet and the Planeteers’ (featuring Hollywood stars like Whoopi Goldberg, Ed Asner, Jeff Goldblum and Meg Ryan) gave birth to a generation of young people who are passionate about protecting our planet. Seizing upon the nostalgia and passion for this iconic character, the re-imagining of the Pope as the original hero for Earth is another example of how the Pope’s message to the world to fight climate change is reaching across cultures, faiths, and institutions, combining our powers to save the Earth.

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No Brasil, 84% acham que a questão não é prioridade, mas devia ser.

Cíntya Feitosa (OC)

A maior consulta popular já realizada no mundo sobre mudanças climáticas dá esperança de que em algum tempo a questão será prioridade para a maior parte da população mundial. De acordo com a pesquisa WWViews sobre clima e energia, 66% dos cidadãos do mundo veem na ação pelo clima uma oportunidade de melhorar sua qualidade de vida. No Brasil, o número aumenta para 87%.

E por aqui, o resultado da pergunta “Como acha que o seu país está lidando com as alterações climáticas?” tem resultado idêntico ao da pesquisa Datafolha encomendada pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace e divulgada no mês passado: 84% acham que o tema não é prioridade nacional, e devia ser. Na nossa pesquisa, os mesmos 84% acreditam que o governo faz muito pouco ou não faz nada para enfrentar o problema.

A iniciativa ouviu simultaneamente 10 mil pessoas em 75 países, no último sábado (6). No Brasil, foram 76 participantes, que se reuniram em Cubatão durante todo o dia para debater a questão climática. Entre eles, 75% se declararam muito preocupados com o tema. É uma gotinha no oceano, mas dá uma pista sobre a necessidade de informação da população sobre o debate climático: tanto no Brasil quanto em escala global, 78% acreditam que programas de educação sobre mudanças climáticas seriam uma iniciativa relevante para reduzir emissões de gases de efeito de estufa.

Para expressar sua opinião na consulta, todos os participantes receberam informações com diferentes pontos de vista sobre políticas para o clima e energia e debateram o assunto ao longo do dia. As opiniões foram dadas por meio de um conjunto idêntico de questões, que refletem as negociações e debates políticos da COP.

Mais números:

– no Brasil, 94% acham que o país deve tomar medidas para reduzir emissões, mesmo que muitos outros países não o façam;

– 75% dos brasileiros acreditam que dar subsídios às fontes renováveis de energia, como a energia eólica e solar, são a melhor medida para reduzir emissões (por falar nisso, já assinou a petição?).

– 67,7% dos participantes em todo o mundo defendem que o Acordo de Paris deve incluir objetivo de longo prazo para zerar emissões no fim do século, como obrigação legal de todos os países; 17% acham que só deve ser obrigatório para países desenvolvidos e emergentes. Quanto aos objetivos de curto prazo, 71% acham que deve ser obrigatório para todos os países;

– 92% dos 10 mil participantes acham que as metas do acordo do clima devem ser revistas a cada cinco anos – como propõe o Brasil;

Os resultados da consulta estão disponíveis online, em vários idiomas:  http://climateandenergy.wwviews.org/results. Divirta-se.

A WWViews é uma iniciativa da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Clima e Energia (UNFCCC), da Comissão Nacional para o Debate Público (França), da Fundação do Conselho de Tecnologia (Dinamarca) e Missions Publiques (França), com apoio do Governo Francês, anfitrião da COP21. No Brasil, projeto é coordenado pelo Instituto Brasileiro da Diversidade – IBD, com apoio da Prefeitura de Cubatão, PrumoPro Projetos e Produções, Prefeitura de Altinópolis e Instituto Arapyaú.

 

WWViewsBrasilCubatao