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Aqui em Bonn I, como está sendo chamado o primeiro encontro dos AWG LCA e KP (grupos de trabalho ad hoc sobre visão compartilhada de longo prazo: o acordo global pós 2012, e Protocolo de Kyoto:normas para implementação do dito-cujo), a grande novidade certamente é a volta dos EUA à cena. No plenário de abertura, no domingo, houve uma longa rodada de aplausos quando Todd Stern, o assessor especial do Obama para questões climáticas, foi anunciado. A fala dele foi animadora. Mencionou o grande desafio da mudança climática como uma oportunidade de transformação para uma economia de baixo carbono; disse que o caminho à frente deve ser guiado pela ciência e pelo pragmatismo, reconheceu a responsabilidade americana mas também ressaltou a das “major economies”, e disse que não adianta fazer um acordo internacional que não seja apoiado pelas pessoas que ele representa, referindo-se ao “mico” do Protocolo de Kyoto. Palmas, palmas e mais palmas.

Palavras de negociadores experientes: “lindo discurso, mas queremos compromissos de ação doméstica”. Outra que gostei: “vamos guardar nossos coelhinhos na cartola até ver qual o tamanho do coelho que vai sair da cartola do Tio Sam”. A ver e esperar, não de espera – de esperança, palavra de ordem quando o assunto é clima.

Fernanda Carvalho – TNC

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