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Gustavo Vieira, do Instituto Socioambiental, encaminhou um breve resumo do seminário promovido em 26 e 27 de fevereiro pela Fapesp, Embaixada Britânica e os institutos de pesquisa científica RSC (Royal Society of Chemistry) e IOP (Institute of Phisics). O encontro foi idealizado pelo climatologista Carlos Nobre (INPE) com a intenção de promover trocas de informação entre os pesquisadores brasileiros e britânicos para entender a física e a química das Mudanças Climáticas.

Para a programação completa com as apresentações acesse:
http://www.fapesp.br/materia/5023/pfpmcg/workshop-on-physics-and-chemistry-of-climate-change-and-entrepreneurship-26-e-27-2-2009.htm

“O que ficou muito claro em todas as apresentações é que a ferramenta de CCS (Carbon Capture and Storage) é a nova menina dos olhos dos ingleses enquanto brasileiros ainda insistem em REDD (Reducting Emission from Degradation and Deforestation) e Biocombustíveis. Uma discussão acalorada opôs Richard Pike e o prof José Goldemberg logo na primeira mesa da quinta. Pike mostrou que a energia solar seria 20 vezes mais produtiva do que os biocombustíveis, impossível para países com poucas terras agriculturáveis e muita tecnologia ($). Goldemberg defendeu a melhoria nas técnicas de produção brasileira de etanol de cana com a quebra da lignocelulose para aumentar também a conversão energética. “Esse é um argumento eurocêntrico”, disse o secretário de meio ambiente de SP.

Apesar da divisão das palestras entre os dois países serem equitativas, não ouve nenhuma menção mais profunda ao REDD ou o desmatamento na Amazônia. Biocombustíveis de segunda geração ocuparam bem mais espaço. Frear o desperdício de energia (40% só pelas janelas segundo alguns) no Reino Unido foi uma estratégia considerada muito relevante. A COPPE-RJ tem uma parceria com a Petrobrás para colocar no Ceará um piloto de usina geradora de energia por ondas do mar. Promete chegar a 500kW e afirma que o Brasil pode gerar 15% da sua energia desta maneira.

O INMETRO/FIOCRUZ apresentou suas experiências em novas tecnologias para hidrólise enzimática do bagaço de cana sem muitos progressos para a geração de energia de biodiesel de segunda geração. Parece que vamos ter que correr atrás dos desenvolvidos neste quesito também para manter o diferencial do nosso biocombustível.

Carlos Cerri, da USP, defendeu uma etiquetagem de pegada de carbono de cada produto para dar poder de escolha ao consumidor, mas não quis arriscar números antes do nosso novo inventário de emissões estar pronto. As universidades inglesas tem interesse em fazer pilotos de suas tecnologias solares em comunidades brasileiras tradicionalmente sustentáveis. Algum membro se anima a trabalhar em projetos neste foco?

Muitas idéias viajandonas fizeram o riso da platéia. Fertilização do oceano com ferro para aumentar a capacidade de fixar carbono dos corais, aerossóis de enxofre para aumentar a capacidade de reflexão solar da atmosfera, árvores sintéticas para sequestrar carbono e armazenar, plantas transgênicas com maior capacidade de reflexão, espelhos gigantes levados ao espaço por satélites, pintura de telhados de branco, todas estimuladas e financiadas pelo ex-presidente Bush. Temos que manter luta contra este tipo de maluquice que consome alguns milhões de dólares.

Alguns números interessantes que apareceram e que podem ser úteis:

– Hoje os países não anexo I já estão com 63% das emissões contra 47 % dos desenvolvidos
– O mundo precisa de 11 bilhões de toneladas de carbono por ano para manter o ritmo atual
– 174 w/m2 é o máximo de energia que pode ser gerada pelo sol na superfície da Terra
– 1/3 da energia do mundo é para aquecer ou resfriar
– O Brasil gasta US$ 2 bi em subsídio para levar diesel para a Região Norte do país
– A Inglaterra e a Alemanha têm o mesmo potencial de energia solar mas Alemanha tem 40% da sua matriz solar e a Inglaterra vai se esforçar para chegar em 2020 com 15% de renováveis
– O retorno do investimento em painéis solares domésticos está entre 3 e 4 anos (por que não temos linha de crédito para isso?)
– O Brasil tem o dobro do potencial alemão com metade da população de toda a Europa
– Fugindo do 174w/m2 da média mundial, Ian Forbes calcula entre 200 e 250 w/m2 de energia solar na superfície do nosso Brasil varonil
– Até 90% da energia européia pode ser solar

Parecem boas notícias?”

Um comentário para “Física e Químia das Mudanças Climáticas e Empreendedorismo”

  1. luiz carlos de almeida

    ALÉM DAS AÇÕES DA HUMANIDADE – CAUSAS EXTERNAS DO AQUECIMENTO GLOBAL:
    Quando as radiações eletromagnéticas de altas velocidades chocam-se com altas camadas da atmosfera e ao interagirem com elétrons, parte destas radiações, desviam-se e são conduzidas pelo campo magnético terrestre para o polo sul terrestre, produzindo a Aurora Austral, que irá penetrar no pólo, interagindo com as eletrosfera, principalmente do Ferro e do Níquel do núcleo terrestre, produzindo de um lado do núcleo cátions e de outro ânions, produzindo o campo magnético terrestre auto sustentável. Pelo mesmo caminho das radiações ocorrem choques de parte destas radiações com núcleos destes minerais ocorrendo a transformação de energia cinética das radiações em energia térmica, que é o que mantém o interior terrestre aquecido, de modo sustentável, ao longo do tempo.
    Após estas interações, as radiações saem pelo polo norte, produzindo o fenômeno da Aurora Boreau, somente que, com velocidades diferenciadas das que penetram no polo sul terrestre.

    Excesso de Radiações eletromagnéticas de altas velocidades do sol ou de Radiações eletromagnéticas Cósmicas:

    Ocorrendo ou por parte do sol, ou por parte de algum evento que emita radiações de altas velocidades, sobre o campo magnético terrestre irá acontecer Auroras tanto Austral como Boreau com maior intensidade e com colorações no sentido do vermelho para o azul, sendo que a Austral, pelo o que foi explanado, terá radiações com freqüências mais altas.

    Aquecimento Global:

    Pelo mesmo raciocínio, estes excessos de radiações são primordiais para o aquecimento global, já que, o interior terrestre aumentará de temperatura pela transformação de parte desta energia cinética das radiações eletromagnéticas em energia térmica, nas interações destas radiações com elétrons e posítrons dos núcleos atômicos, dos elementos químicos do núcleo terrestre (principalmente, Ferro e níquel). Ocorrendo aquecimento a mais no interior terrestre, ocorrerá aquecimento em toda a terra. luiz1611@hotmail.com

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