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Após causar certo frisson no ano passado, ao anunciar metas para redução de desmatamento dentro de seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, apresentado durante a Conferência de Poznan, o governo brasileiro inicia o ano mostrando que discurso e prática ainda estão separados quando o assunto é clima e meio ambiente.

Jornais como o Valor anunciaram esta semana o Plano Decenal de Energia do governo até 2017 que reforça o papel das usinas termelétricas e amplia a pegada carbônica do Brasil. As emissões de CO2 podem triplicar, caso o uso das térmicas se confirme. Isso significa que o esforço brasileiro para a redução de desmatamento – hoje a fonte de 75% das emissões brasileiras, aproximadamente – pode não ter o impacto positivo esperado.

Se as metas não passarem de intenções no papel, prática recorrente quando o assunto é meio ambiente, teremos um cenário bastante negativo de emissões de gases do efeito estufa no Brasil. Uma alternativa para o governo seria prestar mais atenção a outros estudos produzidos na própria esfera governamental, como o recém-lançado O aproveitamento da energia eólica, do INPE.

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