Escrito em por & arquivado em Diversos.

backtothefuture

 

 

Os personagens do filme De volta para o futuro saíram de 1989 e chegaram hoje, 21 de outubro de 2015, por aqui – o futuro. O filme mostra um cenário futurístico, com uma série de inventos tecnológicos e novos comportamentos da sociedade. Algumas previsões vividas pela dupla Marty McFly e Doc Brown no filme até que deram certo, mas outras passaram longe. Por exemplo, uma delas era que não precisaríamos mais de estradas. Não só dependemos delas como nossa insistência no uso de combustíveis fósseis (tipo gasolina e diesel) está aí firme e forte.

Mas há algumas coisas que eles não previram. Algumas fariam inveja à inventividade de Doc Brown. Outras podem colocar o futuro a perder se não fizermos nada.

1.    O mundo está mais quente

Tá calor, né? 2014 foi o ano mais quente da história, em todo o mundo, mas deve perder o posto para 2015. Todos os anos mais quentes registrados desde que se começou a usar termômetros para medir as temperaturas globais, em 1880, estão no século 21. Desde 1880, o planeta aqueceu cerca de 0,85ºC. As previsões são de aquecimento de até 4ºC até o fim deste século se ninguém fizer nada e de 3ºC a 3.5ºC se os países se contentarem com as promessas de corte de emissões feitas neste ano.

2.   Faz calor até na Antártida

Em março foi registrado o recorde de temperatura no continente que ainda quer ser chamado de gelado: 17,5º.

3.    Tá faltando água

Na Síria, na Califórnia, em São Paulo e até na Amazônia as secas estão mais severas. Não dá pra atribuir tudo ao aquecimento do planeta, mas nos últimos anos tivemos uma prévia do que podem ser os próximos. Preservar as nascentes, reverter as mudanças climáticas e pensar em adaptação à mudança no regime de chuvas é urgente.

4.    Tá sobrando água – mas isso não é bom

De 1992 para cá, três anos depois da aventura de nossos heróis, o nível do mar subiu 8 centímetros. E até o fim do século pode chegar a quase 1 metro de aumento, o que forçaria realocações maciças de população e o redesenho de grandes cidades no mundo inteiro.

5. O polo Norte derreteu

Observações de satélite revelam que a quantidade de cobertura de neve na primavera no hemisfério norte tem diminuído ao longo das últimas cinco décadas e que o gelo está derretendo mais cedo. O oceano Ártico, onde fica o polo Norte, perdeu mais de 40% da sua cobertura de gelo no verão e pode chegar ao meio do século como um mar navegável nessa época do ano.

6.    Mandamos o planeta de volta para o passado

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera ultrapassou em março a marca simbólica de 400 ppm (partes por milhão). Significa que, em cada milhão de moléculas de ar, há 400 de gás carbônico, um composto extremamente eficiente em reter calor na atmosfera. Essa concentração vem subindo de forma acelerada ano após ano. A última vez que isso aconteceu foi há 3,5 milhões de anos, quando o nível do mar era até 20 metros mais alto e quase não havia gelo no planeta. Em todo o período pré-industrial, a concentração de CO2 na atmosfera jamais ultrapassou 280 ppm. Os modelos climáticos apontam que, com duas vezes mais CO2 no ar, o aumento da temperatura da Terra seria de cerca de 3ºC, valor muito superior ao limite considerado “seguro” de 2ºC acima da média pré-industrial. Segundo o IPCC, o painel do clima da ONU, para ter uma chance de 50% de atingir os 2ºC, os níveis de CO2 precisariam estacionar em 450 ppm e depois cair.

7. O papa é o herói dos cientistas

O papa foi o maior ativista pelo clima em 2015. A encíclica Laudato Si’ alertou os católicos e não católicos do mundo inteiro sobre a responsabilidade humana nas mudanças climáticas e em outros temas sérios sobre meio ambiente. O recado é: temos que agir com urgência. Aqui uma análise ponto a ponto pra você entender melhor.

8. A tomada de casa virou posto de gasolina

Ainda não é o capacitor de fluxo do Delorean, mas os carros elétricos aparentemente chegaram para ficar. O número de veículos elétricos ou híbridos de eletricidade e gasolina saiu do zero no início da década de 1990 e chegou a 665 mil de acordo com relatório de 2015 da Agência Internacional de Energia. Carros completamente elétricos são uma das esperanças contra o aquecimento desenfreado da Terra.

9. O sol virou a tomada de casa

Quando De Volta para o Futuro foi feito, gerar a própria energia em casa a partir da captação da luz do sol era mesmo coisa de ficção científica. Hoje há 177 gigawatts de energia solar fotovoltaica instalados no mundo, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Em países como o Brasil, a energia solar já é mais barata do que o carvão mineral.

10. Estamos aprendendo a estocar vento

Essa nem Doc Brown nem Dilma Rousseff previram. Mas a tecnologia de armazenamento de energia elétrica em baterias superpotentes está cada vez mais madura, e pode ser uma arma importante contra a mudança do clima nas próximas décadas. Em 2015, uma empresa americana, a Tesla, anunciou uma bateria para uso doméstico capaz de armazenar até 10 quilowatts-hora (kWh). Se a inovação ganhar escala, em breve será possível armazenar a energia gerada por usinas eólicas para utilizá-la quando não estiver ventando, o que, no limite, poderia significar o começo do fim das poluentes usinas fósseis, das perigosas usinas nucleares e das altamente destrutivas grandes hidrelétricas.

devolta

 

Deixe um comentário

Você deve estar registrado para deixar um comentário.