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Boston, Massachusetts. © Massimo Borchi/SOPA RF/SOPA/Corbis

CÍNTYA FEITOSA (OC)

Um estudo publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change relaciona mudanças bruscas de temperatura ao aumento na taxa de mortalidade entre idosos no Nordeste dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, o número de mortes relacionadas às mudanças drásticas na temperatura é o mesmo dos óbitos causados por AIDS no país.

Segundo a pesquisa, um aumento na temperatura de 1ºC  no verão foi associado a uma taxa de mortalidade 1% mais alta, enquanto um aumento da temperatura no inverno em relação à temperatura média corresponde a uma redução de 0,6% na mortalidade. “A AIDS é responsável por 1% das mortes nos Estados Unidos; um fator que aumenta o total de mortes em 1 % é algo para se preocupar”, afirmou Joel Schwartz, o principal autor do estudo, em entrevista à rádio Wbur.

Os pesquisadores analisaram as estatísticas do Medicare sobre 2,7 milhões de pessoas com idade superior a 65 anos entre 2000 e 2008 na Nova Inglaterra, região que abriga a cidade de Boston.

De acordo com os autores do estudo, as variações bruscas na temperatura podem levar a mudanças fisiológicas importantes. Por exemplo, o aumento expressivo do calor pode causar alterações na pressão arterial, aumentando marcadores inflamatórios no sangue, com risco de um ataque cardíaco ou surgimento de outra doença cardiovascular, levando também a efeitos no funcionamento do pulmão.

“A maior variabilidade da temperatura no verão pode impedir a adaptação. Mais mortes em verões mais quentes ou em invernos mais frios podem estar relacionadas aos efeitos associados às mudanças de curto prazo na temperatura”, diz a pesquisa.

O aumento do número de mortes nos anos em que houve mudanças bruscas de temperatura pode estar relacionado à dificuldade de adaptação rápida – ou seja, a adaptação não ocorre no mesmo ritmo que as mudanças de temperatura.

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