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O primeiro trimestre de 2015 foi o mais quente já registrado no planeta desde que medições com termômetros começaram a ser feitas, em 1880. Os dados foram divulgados pela Noaa, a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA.

Segundo a agência, as temperaturas combinadas da superfície da terra e dos oceanos foram 0,82oC mais altas do que a média do século, ultrapassando o recorde anterior, de 2002, em um modesto, mas distinguível, 0,05oC.

A maior parte da Europa, da Ásia, da América do Sul, do leste da África e do oeste da América do Norte estavam muito mais quentes do que a média.

No mês de março, regiões do noroeste da América do Norte, da África Central e oeste da Sibéria bateram recordes de calor, enquanto o nordeste dos EUA e do Canadá estavam mais frios que a média. O leste do Brasil também registrou temperaturas bem superiores à média no mês.

A extensão de gelo marinho no Ártico em março foi a menor verificada para o mês em toda a história – 7,2% abaixo da média entre 1981 e 2000. A cobertura de neve do hemisfério Norte foi a sétima menor já medida. O gelo marinho da Antártida, por outro lado, ficou 24,3% acima da média de 1981-2000.

Esses números, sozinhos, não dizem grande coisa; pessoas que negam a influência humana no aquecimento global, um gênero em extinção, poderão argumentar, com razão, que uma diferença de 0,05oC não é impressionante. Além disso, há lugares que esfriaram, certo?

Acontece que é preciso olhar o planeta em contexto e a série histórica inteira. O clima não se faz com eventos isolados, mas com tendências. Ainda que 2014 tenha sido o ano mais quente já medido, por exemplo, essa informação sozinha não faria diferença se todos os anos anteriores a 2014 no século 21 também não estivessem entre os mais quentes. Veja o gráfico abaixo, que mostra o primeiro trimestre de 2015 em comparação aos anos anteriores.

trimestre-mais-quente-da-historia

A história que os termômetros contam é uma só, de aquecimento contínuo. Embora tenha havido desde o fim do século XX uma desaceleração na taxa de aquecimento (e nós já sabemos por quê), o planeta continua ficando progressivamente mais quente. Novos recordes são esperados a qualquer momento. São apenas uma questão de tempo.

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