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Flickr/Dennis Dimick

Cíntya Feitosa (OC)

Já comentamos sobre a campanha de desinvestimento em combustíveis fósseis. Temos mais uma prova de que a campanha tem muito sentido e que o assunto merece atenção: o mercado de carvão nos Estados Unidos está “quebrando”.

De acordo com especialistas do Carbon Tracker Initiative (Rastreador de Carbono, em tradução livre), pelo menos 26 produtores de carvão nos EUA foram à falência nos últimos três anos. Outros, incluindo Peabody Energy, a maior empresa de carvão privada do mundo, perderam 80% do seu valor da ação.

O crescimento da demanda da Ásia também tem sido mais lento do que o esperado. O consumo de carvão da China caiu 3% em 2014, quando o país procurou combater a poluição atmosférica cada vez mais grave em suas cidades.

A queda dos preços reduziu o valor de mercado do carvão dos EUA em 76% ao longo dos últimos cinco anos, enquanto a média industrial Dow Jones cresceu 69%.

“Sabemos há décadas dos sérios riscos de saúde e ambientais do carvão, mas agora tornou-se também um risco de investimento com as medidas sérias dos países para limpar o ar e proteger o clima”, disse Andrew Logan, diretor do programa de petróleo e gás da Ceres.

Para a Conferência do Clima de Paris, os governos concordaram em limitar o aumento da temperatura global a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, o que exigirá cortes profundos nas emissões de gases de efeito estufa. Os cientistas estimam que, para atingir essa meta, é preciso reduzir mais de 80% do uso de carvão, a metade de gás e um terço das reservas de petróleo.

No entanto, as companhias de petróleo continuam a prever o aumento da demanda por seus produtos e demitir como “irrealista” a possibilidade de ação climática eficaz. As informações são do Responding to climate change.

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