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© Greenpeace / Rodrigo Baleia

A floresta amazônica está perdendo a sua capacidade de absorver carbono da atmosfera. De acordo com estudo divulgado esta semana pela Nature, há duas décadas, a floresta teria absorvido dois bilhões de toneladas de dióxido de carbono a cada ano. Agora, a taxa de retirada caiu para cerca de metade desse total. O motivo é o crescimento da taxa de mortalidade de árvores na floresta.

A conclusão é o resultado de 30 anos de estudo de uma rede internacional de pesquisa que revelou um aumento considerável na taxa de mortes de árvores em toda a bacia amazônica. O dióxido de carbono adicional estimulou um surto de crescimento extra, acelerando o ciclo de crescimento das árvores, que morrem mais cedo.

Roel Brienen, geógrafo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e principal autor do estudo, afirma: “As taxas de mortalidade de árvores têm aumentado em mais de um terço desde meados da década de 1980, e isso está afetando a capacidade da Amazônia de armazenar carbono.”

As emissões de combustíveis fósseis de países latino-americanos superam um bilhão de toneladas de CO2 por ano. Assim, a região está colocando mais gases de efeito estufa na atmosfera do que está retirando. A consequência é que, agora, a floresta não é mais um “ralo” de carbono que absorve uma proporção previsível de emissões de combustíveis fósseis.

Leia mais sobre a pesquisa no Climate News Network

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