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Por Greenpeace Brasil

141208_Nazca_Banner_Action_2Ministros e negociadores precisam se comprometer com ações mais ambiciosas para combater as mudanças climáticas após tufão Hagupit atingir as Filipinas

Antes mesmo de amanhecer e de começar a segunda semana das negociações climáticas, vinte ativistas do Greenpeace de sete países diferentes passaram uma importante mensagem nas históricas linhas de Nazca, no Peru, ao montar a frase com letras gigantes “Hora de mudar: o futuro é renovável.”

A mensagem é direcionada para os líderes mundiais e ministros presentes na COP20 – a 20a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em Lima – e que estão falhando quando se trata de agir contra as mudanças climáticas. Enquanto eles discutem em plenárias e reuniões sem alcançar medidas concretas, países como a Filipinas são novamente afetados por um tufão extremamente destruidor, pagando o preço pela falta de ação dos outros.

Segundo Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, que foi até as Filipinas para acompanhar os impactos do tufão Hagupit, “esta é uma das maiores evacuações humanas desde o fim das grandes guerras, na tentativa de fazer com que o tufão Hagupit atinja a menor quantidade de pessoas possível. Enquanto isso, a maior parte dos negociadores permanecem sentados confortáveis e não entregam a ação necessária urgente para combater as mudanças climáticas.”

Este é o terceiro ano consecutivo em que as populações das Filipinas são atingidas por eventos climáticos extremos. “Na próxima semana, os negociadores devem pesar suas consciências e encontrar o impulso para nos colocar no caminho rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis e na direção rumo a um futuro com 100% de energias renováveis. É o mínimo que a população Filipina merece e espera que seja feito”, concluiu Naidoo.

Os ativistas do Greenpeace do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Itália, Alemanha e Áustria montaram a mensagem em homenagem ao povo de Nazca, cujos antigos geoglifos são um dos marcos históricos da cultura peruana. Acredita-se que uma das razões para o desaparecimento do povo de Nazca pode estar relacionado à mudanças climáticas extremas na região. Hoje, os efeitos no clima causados pelas ações humanas – queima de combustíveis fósseis como óleo, carvão e gás – estão ameaçando o nosso futuro.

“Não deveria ser mais permitido que empresas e indivíduos lucrem com a destruição do clima, colocando em risco a vida de comunidades como as que existem nas Filipinas. Em 2015, como parte de seus compromissos com o clima, os governos terão que exigir que os lucros das empresas poluidoras sejam usados nos investimentos necessários para corrigir esse problema”, disse Naidoo.

Alguns dos maiores países emissores como o Estados Unidos, União Europeia e China, apresentaram este ano seus planos para lidar com o aumento das emissões de gases de efeito estufa. No entanto, estes planos não são suficientes para manter o aumento da temperatura no limite considerado seguro de 2oC.

“A população das Filipinas sofre todo ano de impactos perigosos das mudanças climáticas. Para países como as Filipinas, isto é uma questão de sobrevivência e a falta de ação de líderes mundiais coloca nosso futuro em xeque. O Greenpeace pede ações ambiciosas para que haja uma rápida transição para um futuro de 100% de energias renováveis até 2050”, disse Jasper Inventor do Greenpeace Filipinas.

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