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Por Greenpeace Brasil

DSC_1232Hoje, 4 de dezembro, é o dia da Juventude e das Futuras Gerações dentro da COP20 – 20a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas – e como não poderia ser diferente, os jovens que estão participando das negociações mostraram para o quê vieram e prepararam um dia cheio de atividades, intervenções, discursos e ações.

Os jovens compõem um grupo importante dentro da Conferência. Eles fazem parte da YOUNGO (Jovens de Organizações Não Governamentais para a Conferência de Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), o que significa que têm o direito de falar nas plenárias – o que nem todos os observadores podem fazer – encontrar e fazer reuniões com delegações e oficiais das Nações Unidas e fazer submissões de texto. Mas, para além do mundo da negociação e do lobby político, a juventude usa a Conferência como um momento para se fortalecer como movimento da sociedade civil.

“Minha principal motivação para participar das negociações não é pensar no resultado das discussões do governo. Acredito no poder desse espaço para que a gente encontre convergências entre a sociedade civil e a juventude, ver o que cada um está fazendo e se unir porque a solução não vai vir dos governos”, diz Raquel Rosenberg, co-fundadora e coordenadora geral do Engajamundo, organização brasileira que visa aumentar a participação da juventude em negociações internacionais.

A juventude tenta fazer com que os políticos entendam que o que está sendo discutido é o futuro das próximas gerações e que exatamente por isso devem considerar o que a geração jovem está dizendo. “Os negociadores não entendem que estamos perdendo vidas e que nós e nossos filhos estão ameaçados. Negociar não pode ser um negócio. Quanto os negociadores têm que perder para que aprendam?”, questiona Rosenberg.

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