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Por Bruno Toledo (OC)

imagePrepare o abanador, porque o assunto é quente: 2014 caminha para ser o ano mais quente já registrado na história, aponta relatório divulgado hoje em Lima pela Organização Metereológica Mundial (OMM).

Estimativas preliminares da OMM apontam que as temperaturas médias globais na terra e no mar nos primeiros 10 meses desse ano são as maiores já registradas. As conclusões se alinham às de outras instituições, como o NOAA (U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration), que também apontam 2014 como ano de calor recorde em todo o mundo.

De acordo com a OMM, a escalada radical das emissões de gases de efeito estufa nas últimas décadas é a causadora dessa sequência de anos com calor recorde desde o começo do século XXI. Segundo Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, “14 dos 15 anos mais quentes registrados aconteceram no século XXI, e o que vimos em 2014 é consistente com o que esperamos de um clima em transformação”.

Para Christiana Figueres, secretária executiva da UNFCCC, que acompanhou a coletiva de lançamento do relatório na capital peruana, os dados apresentados pela OMM nos levam a duas respostas possíveis: urgência e resposta gradual. “A urgência vem dos dados que acabamos de ver: é urgente que cheguemos ao ponto culminante das emissões globais, para que depois possamos fazer uma desaceleração rápida”, explica Figueres. “Mas nos custará algum tempo para que possamos descarbonizar nossas estratégias de desenvolvimento, particularmente nos países ainda em desenvolvimento”.

Tanto a urgência quanto a resposta gradual apontadas pela secretária executiva da UNFCCC colocam os negociadores hoje debruçados nas mesas da COP 20 numa situação delicada: as negociações de Lima (e de Paris, no próximo ano) podem ser a última oportunidade real para que a humanidade evite efeitos perigosos e irreversíveis para o clima global.

Clique aqui e saiba mais sobre os números apresentados pela OMM durante a COP 20 de Lima.

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