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Por Greenpeace Brasil

Na abertura da Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, mensagens são de urgência de ação e necessidade de compromissos

DSC_0565Essa é a mensagem de Christiana Figueres, secretária-executiva da COP – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – na abertura da 20a sessão que começa hoje e que vai até 12 de dezembro. Neste encontro, diplomatas e cientistas têm a missão de chegar a primeira versão do acordo que obrigará países a cortar emissões de gases de efeito estufa a partir de 2020 e que será assinado em 2015, em Paris.

Figueres explicou o que considera ser os principais objetivos da Conferência em Lima ao afirmar que “precisamos do rascunho do novo acordo global e das metas nacionais”, além de discutir a questão de adaptação – considerada pela secretária-executiva tão importante quanto o debate sobre mitigação – e de determinar a capacidade de financiamento dos países.

O Brasil, sexto maior emissor global, tem um papel fundamental nas discussões. Para Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, “o país tem que se comprometer em reduzir suas emissões. No setor de energia, por exemplo, temos que voltar os investimentos para novas renováveis como solar e eólica. Precisamos diversificar e descentralizar nossa matriz, além de acabar definitivamente com o desmatamento em nosso país”

Segundo o Plano Decenal de Energia do Governo, que prevê os investimentos para o setor durante a próxima década, mais de 70% do valor seria destinado aos combustíveis fósseis. As hidrelétricas também recebem especial atenção neste plano, sendo que cerca de 90% delas estão planejadas para serem construídas na Amazônia. A construção dessas obras ameaça o futuro de diversos povos indígenas e utiliza os investimentos que deveriam ser direcionados para outras fontes.

Ainda na abertura da Conferência, Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas) apresentou a síntese do quinto relatório, que trouxe evidências científicas alarmantes e os possíveis impactos caso as emissões continuem subindo. “Quanto mais demorarmos para agir, mais difícil e mais caro será para frearmos o aumento da temperatura global”, disse Pachauri.

“As mudanças climáticas já atingem populações no mundo todo e já passou da hora de agirmos. Esta é a vigésima Conferência do Clima e até agora, pouco foi feito para que compromissos ambiciosos fossem estabelecidos e cumpridos. A COP em Lima precisa ser um momento decisivo e, de fato, entrar para a história ”, concluiu Astrini.

(foto: Greenpeace/Ernesto Benevides)

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