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Por Instituto Socioambiental (ISA)

aguasp-342São Paulo vive a maior crise hídrica de sua história. Mais de 60 municípios enfrentam a falta de água e o racionamento já atinge milhões de pessoas. Reservatórios e rios encontram-se em níveis críticos nas bacias dos rios Tietê e Piracicaba e as previsões climáticas para os próximos meses não são animadoras.

A crise da água no Estado de São Paulo pode ser atribuída a um conjunto de fatores: a) ênfase dos governos na retirada de mais água de rios e mananciais, e não no uso racional do recurso; b)desmatamento nas áreas de mananciais e poluição das fontes de água em quase todo o estado; c)seca extrema, em especial no Sistema Cantareira; d) pouco espaço para participação e falta de transparência quanto à gestão da água. Agravados por um outro fator: a resistência dos governos em tomar medidas mais firmes em um ano eleitoral.

Em setembro de 2014, o Instituto Socioambiental (ISA) deu início ao projeto Água@SP, com o objetivo de mapear atores e propostas que possam contribuir para lidar com a crise da água em São Paulo. O mapeamento foi realizado em parceria com a organização Cidade Democrática e contou com o apoio de 23 instituições, incluindo associações comunitárias, ONGs locais e algumas das maiores organizações ambientais do mundo.

Esse esforço resultou na Aliança pela Água, uma coalizão de organizações da sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo, por meio da coordenação das várias iniciativas já em curso e da potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas.

A Aliança pela Água propõe um jeito diferente de lidar com a crise: de forma compartilhada, com responsabilidades específicas, baseado no engajamento e no diálogo entre diferentes segmentos da sociedade e de governo. A finalidade é alcançar duas metas e cumprir uma agenda de ações.

A primeira meta é de curto prazo: chegar a abril de 2015 em situação segura para enfrentar mais um período de estiagem.

A segunda, de longo prazo, pretende implantar um novo modelo de gestão da água, que garanta um futuro seguro e sustentável para os moradores de São Paulo (estabilidade social, econômica e ambiental).

Além disso, a Aliança apresenta 10 ações de curto prazo e 10 de médio e longo prazos com recomendações para governo federal, estadual e municípios.

Visite o site da Aliança pela Água e saiba mais!

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