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Por Bruno Toledo (OC)

Meeting with the BASIC Group at the National Stadium

Mesmo com os anúncios recentes de doações para o Green Climate Fund (GFC), feitos durante a Cúpula do Clima, o desafio do financiamento climático continua sendo uma questão conflitiva na mesa de negociação do novo acordo climático global.

Em declaração dada hoje após encontro em Sun City, na África do Sul, o grupo BASIC (que reúne Brasil, África do Sul, Índia e China) defendeu que as nações mais ricas do mundo precisam direcionar mais recursos para capitalizar o GFC, instrumento econômico da UNFCCC para apoiar ações de mitigação e adaptação climáticas em países pobres. Por ora, os ministros não sinalizaram possíveis doações dos seus países para o GFC.

Até o momento, o GFC recebeu apenas US$ 2,3 bilhões, muito abaixo da meta estipulada de US$ 10 bilhões até o final deste ano. Conseguir esses recursos é fundamental para que o fundo inicie suas atividades em 2015, um ponto estratégico para que a confiança aumente entre os negociadores do novo acordo climático que deve ser finalizado até dezembro do próximo ano.

Os ministros dos quatro países apontaram para a necessidade dos países desenvolvidos de sinalizar claramente que vão cumprir seus compromissos de financiamento climático firmados durante a Conferência do Clima de Copenhague (COP 15), há cinco anos. De acordo com esses compromissos, os governos das nações mais ricas se esforçariam para direcionar US$ 100 bilhões anuais para o fundo até 2020.

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Dentre os países desenvolvidos, foram relativamente poucos os que direcionaram recursos para o GFC. Países como França (que doou US$ 1 bilhão durante a Cúpula do Clima), Alemanha, Suíça, Dinamarca, Suécia, Noruega, Coreia do Sul e México já doaram US$ 2,4 bilhões até agora. Reino Unido e Estados Unidos dão sinais de que farão aportes ainda nesse ano, mas os demais não demonstram propensão a ajudar na capitalização do GFC nesse curto prazo.

Para os ministros do BASIC, qualquer proposta de acordo climático está diretamente relacionada com a escala do suporte financeiro, tecnológico e de desenvolvimento de capacidade para apoiar a implementação dos futuros compromissos de redução de emissões desses países. Ter esse apoio financeiro é fundamental para que as nações em desenvolvimento possam abandonar fontes fósseis de energia e para que possam desenvolver infraestrutura de baixo carbono.

Com informações do portal RTCC.org

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