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Por Bruno Toledo (OC)
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A ilha de Margarita, na Venezuela, recebeu na última semana mais de 130 organizações e movimentos sociais de todo o mundo para o primeiro encontro no âmbito da Pré-COP Social.

Em sua declaração final, as organizações presentes na Venezuela rejeitaram saídas de mercado para a questão das mudanças climáticas. Segundo os ativistas, soluções como mercados de carbono e REDD são falsas, perigosas e antiéticas.

Para eles, para que o clima não mude, é necessário que o sistema mude. “As causas estruturais das mudanças climáticas estão relacionadas com o atual sistema capitalista hegemônico”, afirma a declaração.

O documento será entregue aos ministros de Estado que participarão da Conferência do Clima de Lima (COP20), no Peru, no próximo mês de dezembro.

O conceito de economia verde tem marcado bastante as iniciativas internacionais de combate às mudanças climáticas, mas também vem sendo bastante criticado por setores da sociedade civil internacional e por alguns governos já há algum tempo. Durante a Rio+20, economia verde foi um dos temas centrais das discussões, o que provocou críticas contundentes contra os negociadores e contra os resultados finais da conferência.

Para alguns países em desenvolvimento, o modelo de economia verde, que encoraja o crescimento verde através de mercados de carbono e investimento em energia limpa, implica desvantagens comerciais a eles e afasta os países ricos de iniciativas que teriam mais efetividade – como a transferência de recursos e de tecnologias para os países mais pobres.

Com apoio das Nações Unidas, a Pré-COP Social será organizada na Venezuela em outubro, poucas semanas depois da Cúpula de Chefes de Estado sobre Clima e menos de dois meses antes da COP20.

Com informações do portal RTCC.org

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