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Julia Starr

O presidente Lula manifestou grande preocupação com a situação em Santa Catarina, onde uma temporada de chuvas que já dura 76 dias inundou cidades inteiras, causou graves estragos de infra-estrutura, perdas à economia, desequilíbrio ambiental e mortes. “É a pior calamidade ambiental que já enfrentamos”, disse à imprensa.

Em depoimento à Agência UnB, o climatologista Carlos Nobre disse que o fenômeno pode estar relacionado ao efeito estufa. Em todo caso, é certamente um exemplo do tipo de impacto que a mudança do clima pode impor ao país.

A resposta do governo foi liberar R$ 1,6 bilhão para o estado. A ação foi acompanhada da seguinte afirmativa do presidente, ao G1: ?No Brasil, a Defesa Civil de cada estado está se preparando cada vez mais para enfrentar este tipo de problema. Da parte do Governo Federal não faltará recursos não que a situação retorne a normalidade?, disse. Mas a Agência Brasil mostra realidade diferente: “O governo federal só executou 13% do orçamento previsto para prevenção e preparação para desastres. Os dados estão no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) acessados pela TV Brasil e pelo site Contas Abertas.”

A situação mostra que o governo ainda não está atento à importância de se antecipar às catástrofes associadas à mudança do clima. As ações de adaptação vão muito além da liberação de recursos no momento em que os desastres naturais ocorrem. Exigem planejamento, informação e medidas nacionais, regionais e locais para preparar áreas submetidas a diferentes vulnerabilidades.

O caso de Santa Catarina é um exemplo contundente para que o governo repense sua posição quanto às mudanças climáticas. É preciso estabelecer com urgência uma Política Nacional abrangente e envolver todas as áreas do governo no esforço de adaptar o país à nova realidade global.

Ricardo Barretto
GVces

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