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Por Bruno Toledo (OC)

Nas negociações intersessionais de Bonn, que ocorrem desde a última quarta, uma das principais inovações no processo diplomático com relação a encontros parecidos no passado é a realização de duas rodadas de alto nível – ou seja, dois encontros nos quais os países negociadores são representados por seus ministros de Estado. A proposta era acelerar o processo político de negociação, num momento particularmente importante da construção do novo acordo climático que sucederá o Protocolo de Quioto.

Porém, as estrelas da festa não apareceram: pouquíssimos governos enviaram ministros para Bonn, o que esvaziou o esforço diplomático empreendido pelo secretariado da UNFCCC. Infelizmente, o Brasil faz parte desse grande grupo de ausentes.

Para chamar a atenção para esse esvaziamento político nas negociações de Bonn, ativistas jovens que acompanham as discussões na Alemanha fizeram uma intervenção criativa no saguão do Maritim Hotel, que sedia a rodada intersessional de junho. Como detetives procurando o rastro de uma pessoa, os jovens caçaram pistas sobre o paradeiro dos ministros ausentes. Por que não estão em Bonn? O que estão fazendo?

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