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Por Bruno Toledo (OC)

volveremosUm grupo de 75 organizações da sociedade civil presentes no encontro climático em Bonn apresentaram hoje uma série de demandas para diplomatas peruanos, venezuelanos e franceses – os três países que estão no roteiro político das negociações para o novo acordo climático global até 2015 (Venezuela receberá a pré-COP social em novembro; Peru sediará a COP20, em dezembro; e França será o palco da COP21 no final de 2015).

Liderado por representantes da ActionAid, WWF e Greenpeace, a campanha “Volveremos” (Voltaremos, no português) exige que os países aprofundem suas metas de redução de emissões antes de 2020 (o ano em que começará a vigorar o novo acordo climático). A sociedade civil organizada também desafiou os países a avançar decisivamente nas negociações internacionais e, particularmente, nas ações nacionais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Com o lema “stand with us or stand aside” (fique conosco ou fique de fora), o grupo é o mesmo que liderou o walk out na COP19, no ano passado em Varsóvia, quando a maior parte das ONGs se retirou das negociações por causa da lentidão das discussões e da falta de iniciativa e ambição dos governos.

“Nós nos sentimos completamente frustrados em Varsóvia”, observa Harjeet Singh (ActionAid) para o portal RTCC em Bonn. “Da forma como as negociações se desenrolam, nós estamos vendo uma completa falta de ambição em mitigação e adaptação”.

O humor das conversas em Bonn não conseguiram aproveitar o ímpeto dos anúncios recentes de EUA e China sobre novos planos de redução das emissões nacionais. Esperava-se que as propostas de Washington e Pequim incentivassem outros países a fazer o mesmo, o que poderia ajudar no “clima” das negociações de Bonn. No entanto, o que se vê é muita reticência política por parte dos governos, o que é refletido na presença fraca de ministros de governo no segmento ministerial das negociações.

Para as ONGs, o caminho até dezembro, na COP20 de Lima, deve ser bem movimentado. Espera-se uma grande mobilização social durante a Cúpula de Clima convocada por Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, marcada para setembro em Nova York.

“Queremos que os líderes atuem, e não apenas fiquem fazendo discursos que não resultam em ações concretas tanto em casa como no nível inernacional”, defende Singh.

A campanha “Volveremos” defende, entre outros pontos, a maior participação da sociedade civil nas negociações e o avanço nos investimentos em energia limpa. Na pauta das negociações em Bonn, o grupo defende o aumento dos objetivos para a redução das emissões para um período antes de 2020, distribuição equitativa dos esforços entre os países levando em conta suas responsabilidades históricas, além de objetivos concretos para a transferência de financiamento e tecnologia necessária para fazer valer uma transformação global.

Com informações do portal RTCC

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