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Bruno Toledo (OC), com informações do site TckTckTck

gado01A diminuição do consumo global de carne pode auxiliar diretamente nos esforços de redução das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aumento da temperatura média do planeta. Esta afirmação não é nova, mas vem ganhando cada vez mais força a partir de estudos técnicos sobre o tema.

Na semana passada, o Climate Focus e a California Environmental Associates divulgaram um novo relatório que reafirma a relação entre a dieta humana e os esforços de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. De acordo com o relatório, o consumo global de carne tende a aumentar na medida em que a população cresce e em que a sua renda melhore. No entanto, essa tendência agrava ainda mais o impacto da pecuária na pegada de carbono da agricultura em geral – entre 50% e 70% das emissões diretas da agricultura estão relacionadas com a pecuária. O relatório aponta que a adoção de um padrão alimentar de 90 gramas de proteínas por dia poderia reduzir as emissões do setor e cerca de 2,15 bilhões de toneladas equivalentes de CO2 anualmente até 2030.

Um estudo anterior conduzido pela Comissão Econômica da ONU para Europa já alertava que a redução do consumo de carne e laticínios pela metade da média global poderia reduzir as emissões da agricultura em até 40%.

No entanto, a mudança na dieta alimentar das pessoas pode vir da necessidade de se adaptar aos efeitos das mudanças do clima. Os preços internacionais de commodities como a própria carne bovina vêm crescendo consideravelmente nos últimos meses, por causa de eventos relacionados com o clima. Algumas cadeias de restaurantes já começaram a mudar parte do seu cardápio e a aumentar os preços dos seus produtos com carne por causa da alta no preço internacional.

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