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Negociadores em Bonn (Foto: UNFCCC)

Por Bruno Toledo (OC)

Mais de três meses após a demorada conclusão da Conferência de Varsóvia (COP19), representantes de mais de 200 países voltaram a se reunir nesta semana em Bonn (Alemanha) para preparar o terreno político para as negociações do novo acordo climático global, que serão retomadas na próxima COP, que será realizada em dezembro na cidade de Lima (Peru).

Mesmo com objetivos relativamente ambiciosos na agenda, as conversas em Bonn já deixaram evidentes que as dificuldades que marcaram as negociações em clima nas últimas duas décadas ainda persistem e ameaçam o futuro do processo diplomático no âmbito das Nações Unidas. Ao invés de enfocar as bases para apoiar as discussões em Lima, muitos negociadores expressaram maior preocupação em revisar questões procedimentais dentro das negociações.

As divergências políticas que quase paralisaram as conversas na última COP persistem em Bonn. Por exemplo, China e Estados Unidos, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta, continuam se desentendendo sobre as responsabilidades de países desenvolvidos e em desenvolvimento no novo acordo climático: enquanto chineses reforçam a questão da responsabilidade histórica dos países desenvolvidos, norte-americanos insistem que as nações em desenvolvimentos precisam começar a assumir compromissos dentro dos esforços globais para mitigar as mudanças do clima no planeta.

Nesse contexto de divergências, a necessidade dos negociadores de assumir decisões ainda nesse ano jogará mais pressão sobre o processo político. 2014 promete…

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