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Por Bruno Toledo (OC)

Esta sexta foi um dia especial para o prêmio “Fossil of the Day”, organizado pela Climate Action Network (CAN International), e para o Japão aqui em Varsóvia. Pela manhã, a CAN “premiou” o governo japonês com um “Fossil” por causa do polêmico anúncio da mudança nas suas metas de redução – que na prática aumentam as emissões do país com relação ao ano base 1990.

No final da tarde, em uma “cerimônia” curiosa e bem humorada, a equipe da CAN renovou a premiação ao governo japonês, o que definitivamente coloca a delegação do país na linha de frente das críticas da sociedade civil internacional presente na COP 19. Para a CAN, os compromissos assumidos pelo Japão em 2009 – de redução de 25% das suas emissões com base em 1990 – foram sumariamente quebrados por Tóquio, e a adoção de meta de redução de 3,8% com base em 2005 significa um aumento efetivo de mais de 3% das emissões com base em 1990.

O “casamento indigesto” do governo japonês com os combustíveis fósseis, justificado pelo país por causa do fechamento das usinas nucleares do país após o desastre de Fukushima, foi durante contestado por membros de organizações da sociedade civil japonesa aqui em Varsóvia. Em release apresentado ao público durante a apresentação do “Fossil”, as organizações japonesas argumentam que o anúncio japonês é insustentável, uma “traição à comunidade internacional”. O documento também cita estudos que indicam que o país conseguiria cumprir suas metas anteriores de redução através da adoção efetiva de fontes renováveis de energia, e mesmo com ações simples como eficiência energética.

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