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Por Bruno Toledo (OC),

Já está virando tradição nesta COP19: mais uma vez, a Austrália recebeu ontem (14/11) o “prêmio” Fossil of the Day, organizado pela Climate Action Network (CAN).

Além de desmantelar suas ações nacionais em clima, o governo australiano vem obstruindo as discussões na Conferência de Varsóvia, opondo-se a temas que inclusive já foram objeto de acordo nas negociações de Doha no ano passado, como fundos de reabilitação.

E o Japão, que ontem recebeu uma menção honrosa por apoiar a Austrália na obstrução do debate, recebeu hoje pela manhã um “prêmio especial” pelo péssimo anúncio feito pelo governo japonês: ao invés de cumprir com sua meta anterior de redução das emissões em 25% com base em 1990, o Japão declarou que AUMENTARÁ suas emissões em 3,1%, devido ao desativamento de usinas nucleares depois do desastre de Fukushima. Ao mudar o ano base para contabilização de 1990 para 2005 e estabelecer uma meta de “redução” de 3,8% sobre essa nova referência, na verdade o país aumenta as suas emissões com relação a 1990, ano base do Protocolo de Quioto, e não reduz as suas emissões.

O anúncio japonês evidencia mais uma vez a dificuldade dos países em cumprir seus compromissos, que se reflete numa dificuldade cada vez maior de se firmar novos compromissos mais ambiciosos em matéria de mitigação e redução das emissões.

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