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Enquanto as delegações oficiais continuam na mesa de negociação em Doha, as organizações civis presentes na COP18 continuam apontando o dedo para os governos que bloqueiam ou dificultam os entendimentos políticos sobre clima: nesta terça-feira, os Estados Unidos foram “homenageados” com o Fóssil do Dia pela Climate Action Network (CAN).

Segundo os responsáveis pela “premiação”, o governo norte-americano tem bloqueado constantemente o processo de negociação sobre mensuração, reporte e verificação (MRV) de emissões no âmbito do Protocolo de Quioto. Em Copenhague, os Estados Unidos pressionaram a China por procedimentos de MRV mais robustos, mas quatro anos depois Washington se mostra reticente exatamente neste ponto em Doha. Para a CAN, se as metas norte-americanas de redução das emissões forem realmente sérias, os Estados Unidos precisam começar a contar o seu carbono. A chave para as negociações é a confiança entre as partes, e a Casa Branca ignora isto ao rejeitar a transparência sobre suas emissões.

Da mesma forma que ontem, os organizadores também indicaram um “Raio do Dia”, um reconhecimento a governos que fazem o contrário dos “fósseis”: propõem avanços reais no processo de negociação. Hoje, a Grã-Bretanha foi reconhecida por ser o primeiro grande ator a garantir recursos para financiamento inicial rápido (fast start finance, FSF). O governo britânico anunciou nesta terça que seu orçamento para clima aumentará em quase 2 bilhões de libras esterlinas nos próximos dois anos, o que representa um aumento de 40% nos níveis de FSF, sendo que 50% deste montante será destinado para adaptação. Para os organizadores, o anúncio da Grã-Bretanha constitui um tom construtivo para os negociações que estão discutindo aspectos de financiamento na COP18.

Bruno Toledo, GVces

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