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Na segunda-feira, 03/12, participei da coletiva de imprensa promovida pelo Greenpeace e WWF na COP18 sobre um dos assuntos mais discutidos no momento: Hot Air!

Alguns países, principalmente do leste europeu, teriam direito a um saldo de emissões agora com o fim do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto (Rússia, Ucrânia, Polônia, Romênia, entre outros). Esse saldo não veio de esforços para a redução de emissões (novas tecnologias, substituição de combustíveis fósseis, etc), mas da recessão econômica que vem afetando esses países desde 1990 até hoje. Eles querem levar esse saldo para o segundo período de Quioto, o que significaria permitir a emissão de 13.1 Gton CO2 equivalente!

Coletiva de imprensa da WWF International e Greenpeace na COP-18 (03/12/2012)

Coletiva de imprensa da WWF International e Greenpeace na COP-18 (03/12/2012)

A Rússia, acreditem, além de querer levar o saldo de hot air, disse que não vai assinar o segundo período de compromisso de Quioto. A coisa está mesmo russa, pois além de não aceitarem novas metas, querem anular os compromissos dos outros colocando hot air no mercado!

O Japão tem dado sinais de que não quer assinar o segundo período de Quioto, e que vai comprar hot air da Ucrânia.

As emissões globais de GEE têm aumentado ano a ano, e a discussão aqui é sobre os problemas que essas emissões poderiam causar ao clima global. Esse tema continuará na agenda de toda a segunda semana da COP18, e é decisivo para próximo período de compromisso do Protocolo de Quioto.

André Rocha Ferretti, Coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e Coordenador do Observatório do Clima

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