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Nesta quarta-feira, no terceiro dia da COP-18, um dos tópicos mais quentes nos bastidores das negociações em Doha foi a confirmação de que a Polônia receberia a próxima conferência do clima, marcada para novembro de 2013.

Anfitriã da COP-14 em Poznan, há quatro anos, a Polônia hoje enfrenta diversas críticas sobre a sua capacidade de liderar o processo de negociação em uma reunião importante, a primeira após o início do segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto. Isso porque o governo do país tem se posicionado contrariamente a novos compromissos no âmbito do Protocolo, em grande parte devido à importância do carvão na geração elétrica. Além disso, a Polônia também vem bloqueando o estabelecimento de metas mais ambiciosas de diminuição de emissões dentro da União Europeia até 2020. Em grande parte, o governo de Varsóvia justifica seu posicionamento pela importância do carvão na matriz elétrica do país, e que cortes mais profundos nas emissões poderiam afetar o seu desempenho econômico num momento de crise econômica global.

Por causa deste posicionamento, muitas organizações e analistas sobre clima se mostram reticentes quanto à capacidade da Polônia liderar as negociações climáticas num momento importante na definição do futuro do Protocolo de Quioto e na construção de novos compromissos climáticos de médio e longo prazos.

A polêmica polonesa retoma algumas críticas levantadas no ano passado, quando Doha foi escolhida para receber a COP-18 – o Catar é o maior emissor per capita do planeta, economicamente dependente da exploração e venda de petróleo e gás.

Bruno Toledo, GVces

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