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Esse é um mistério que ainda não consegui descobrir. A escolha da cidade anfitriã de uma COP nem sempre leva em consideração questões básicas para uma Conferência sobre Mudança do Clima. No caso de Cancún, existe a questão da distância dos locais de acomodação dos participantes até os locais onde acontecem as negociações e os eventos paralelos – já comentada por Beto Strumpf no início da COP.

Mas outras características da cidade são bastante constrangedoras, em termos de um encontro socioambiental: grande parte dos negociadores, membros de delegações, jornalistas e representantes de ONGs estão hospedados na zona hoteleira. Basicamente uma contínua massa de prédios enormes (e de gosto duvidoso) que foram construídos com estímulo governamental sobre uma gigantesca área de manguezal. Numa faixa de alguns quilômetros, existem apenas três acessos públicos às praias e a circulação de não-hóspedes na faixa de praia à frente dos hotéis é limitada por cordões, conjuntos de cadeiras e guarda-soles e funcionários muito educados que indicam as áreas ‘apropriadas’ para o povão tomar sol e curtir o belíssimo mar de Cancún.

Ricardo Barretto, GVces

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