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Ontem foi anunciada pelo governo a proibição ao plantio de cana-de-açúcar no Pantanal e na Amazônia. A decisão vem no contexto das críticas aos impactos da produção agrícola para biocombustíveis, que em todo o mundo estão mais relacionadas à escassez de cultivos para a alimentação, mas no Brasil têm mais a ver com a pressão sobre a floresta.

Em breve declaração ao Jornal do Brasil, o minstro da Agricultura, Reinold Stephanes, conseguiu resumir a visão do governo sobre meio ambiente e o funcionamento da política ambiental no país: “Stephanes defendeu que nenhuma árvore deve ser derrubada na Amazônia por uma questão muito mais política do que preservacionista. O mercado externo, segundo o ministro, vai impor restrições sérias ao etanol brasileiro e o Brasil não deve dar margem às especulações.”

Que fique bem entendido, a preservação da biodiversidade não tem nada a ver com o veto à cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal. A mesma cana que teve uma explosão produtiva pois se tornou insumo para combustível limpo, que pode ajudar a reduzir as emissões do planeta e o desquilíbrio do clima e dos ecossistemas.

O discurso ambientalista ficou por conta do senador ruralista Expedito Júnior (PR-RO), ao reclamar que “na Amazônia nada pode.” Parar ele, excluir a região do zoneamento da cana deveria ser uma decisão acompanhada de medidas de desenvolvimento sustentável.

Está coberto de razão! Mas aí seria necessário que o meio ambiente e a sustentabilidade estivessem introjetados no pensamento do governo, que, como visto, é apenas político-econômico.

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