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Idesam participa de evento paralelo da Google que lançou uma nova ferramenta que promete aumentar a capacidade de gestão dos recursos naturais pelas populações tradicionais, usando o Projeto Carbono Suruí como modelo

A empresa Google e sua organização sem fins lucrativos Google Earth Outreach lançaram sua nova ferramenta, chamada de Google Earth Engine (http://earthengine.googlelabs.com), que possibilita o processamento de um grande volume de imagens de satélite em poucos segundos. Com o Google Earth Engine é possível usar programas de monitoramento da cobertura florestal de desmatamento ou de distúrbio florestais, como o CLASlite (Carnegie Institution for Science) e o Sistema de Alerta do Desmatamento (IMAZON).

Gabriel Carrero, pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Idesam, apresentou em conjunto com Gregory Asner do Carnegie o exercício realizado na Terra Indígena Sete de Setembro utilizando o software CLASlite, enfatizando o potencial que esta nova ferramenta em plataforma online possibilitará no processamento rápido dos dados para projetos de REDD+.

Gabriel Carrero (foto) apresentou os resultados do exercício realizado com os Suruí em Rondônia
Gabriel Carrero (foto) apresentou os resultados do exercício realizado com os Suruí em Rondônia

Aumento da eficiência na coleta dos dados
Além de apresentações explorando o potencial do Google Earth Engine, foi realizado um workshop sobre o uso do Open Data Kit para monitoramento florestal em campo. O Idesam realizou outra apresentação, dessa vez sobre do inventário piloto de carbono florestal utilizando o ODK na Terra Indígena Sete de Setembro, dos índios Suruí. Foram apresentados os métodos de campo, possíveis melhorias e as recomendações para o uso da tecnologia para esse fim.

Como conclusão o uso do ODK demanda a metade do tempo para a produção de dados de biomassa e carbono florestal, não pelo tempo economizado na coleta de campo, mas no salvo com o processamento dos dados após a coleta. O trabalho do Idesam, em parceria com a ACT-Brasil e a Associação Metareilá do Povo Suruí, com apoio a Fundação Moore, foi pioneiro no teste da tecnologia, além de contar com os próprios indígenas Suruí para a coleta de dados.

Saiba mais sobre o Projeto Carbono Suruí…

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