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(…) o bicho ta pegando, a chapa esquenta, o tempo passa mas a evolução é lenta (…)

A frase do Marcelo D2 foi escrita para falar da busca pela batida perfeita. Mas traduz de modo simples e direto a situação preocupante em que a crise financeira está lançando os esforços para o combate à crise ambiental.

Agências internacionais trouxeram a notícia esta semana que o Parlamento Europeu estuda permitir que a meta de redução em 20% das emissões do bloco, num período de 13 anos, seja alcançada em grande parte pelo investimento em projetos de mitigação nos países em desenvolvimento. A proposta original era de adotar políticas severas de redução de emissões e adoção de eficiência energética e fontes alternativas.

A possibilidade é aventada no contexto da crise financeira que se agrava em todo o mundo e que promete períodos difíceis para as economias. Esforços adicionais em investimento e eventual perda de competitividade a curto prazo, por conta dos custos para se limpar a produção e as fontes energéticas das empresas, não são bem vistos nesse momento.

Como a UE é hoje o principal ator entre os desenvolvidos a defender medidas mais rígidas para o combate à mudança do clima, uma guinada para medidas mais flexíveis poderia afrouxar a pressão sobre os demais países desenvolvidos e emergentes de peso como Brasil, China e Índia. Isso, às vésperas do Encontro de Póznan, na Polônia, entre 1 e 15/12, quando começa a rodada final de discussões para o acordo que substituirá o Protocolo de Quioto e que deverá ser fechado até o fim de 2009, em Copenhagen.

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