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Economistas críticos à farra das bolsas dizem que a atual crise em Wall Street já estava anunciada há tempos (dêem uma olhada no blog do Nassif para alguns posts sobre o assunto). Da mesma forma, ambientalistas e cientistas vêm alertando sobre a crise que se intensifica no planeta, contando recentemente com os exemplos ilustrativos de desastres naturais que se tornam mais intensos a cada ano. (No Observatório do Clima há bastante informação sobre o assunto)

Já é bem sabido que essas mensagens ainda não têm sido suficientes para vencer os lobbies econômicos, a resistência de governantes e legisladores em adotar medidas contundentes e a inércia do consumidor para adotar um modo de vida mais sustentável, abrindo mão de um nível de consumo que não é compatível com a dinâmica de equilíbrio e reposição natural dos recursos e serviços ambientais. Um bom exemplo são os estudos da WWF sobre pegada ecológica, que mostram que desde os anos 80 a demanda da população mundial por recursos naturais é maior que a capacidade do planeta de renová-los.

Alguém poderia perguntar: mas a crise econômica e a crise ambiental estão relacionadas? Se chegarmos a um denominador comum, é fácil perceber que ambas são geradas pela cultura do excesso que impera na sociedade contemporânea. A vontade de se fazer sempre mais dinheiro, de um lado, a vontade de se ter e produzir sempre mais de outro, mesmo que isso não seja essencial para a vida da humanidade.

Poderíamos até falar em um excesso de individualismo e competitividade, com investidores participando de um jogo onde os ganhos de cada um são a regra fundamental e não os ganhos e perdas de todos. A soberba permea igualmente empresas, instituições públicas, consumidores.

Tudo ia muito bem até ontem.

Hoje, a mídia já fala que é o fim da festa em Wall Street. Mas parece que vivemos o fim de uma era. Não sem antes passar pelo choque de realidade que esses momentos exigem. O que será de tudo isso, é difícil dizer. Frio na barriga? Certamente!

Uma frase que me passa pela cabeça e que, de certo modo indica o caminho a ser tomado:

“Nada será como antes, amanhã”

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