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A Conferência de Copenhague era para ser um encontro histórico, com o objetivo de redirecionar o rumo de nossa sociedade em sua relação com o planeta, dando diretrizes para uma nova economia com redução de emissões dos gases de efeito estufa. Mas o encontro está firmando seu lugar na história por uma série de surpresas ao longo do caminho, como o bloqueio do acesso de ONGs no dia de ontem, as sucessivas ações de repressão da polícia às manifestações que acontecem nas ruas de Copenhague e – a cereja do bolo – um documento elaborado em segredo, por países desenvolvidos, que passa por cima das discussões feitas até aqui e das demandas dos países em desenvolvimento.

BRICs e os países mais vulneráveis têm reclamando da falta de transparência, mas o que vemos é uma situação clara e cristalina. Países ricos procuram ganhar terreno usando de meios inusuais para uma COP e ainda se comportam como numa simples negociação de trocas comerciais, quando na verdade está em questão o futuro do planeta, que numa situação de aumento da temperatura global acima de 1.5 graus atingirá mais fortemente os países mais pobres. Os países desenvolvidos se outorgam uma legitimidade que não tem respaldo nem no processo decisório da Conferência das Partes, nem nas discussões dos países envolvidos na crise ambiental mundial e nem nas manifestações populares que acontecem nas ruas e na internet aos montes.

Em mais 48 horas, saberemos o que surgirá disso tudo. O frio na barriga até lá é proporcional ao gelo que cobriu as ruas de Copenhague desde ontem …

Abaixo, um vídeo do Vitae Civilis resumindo o dia de ontem na COP.

Ricardo Barretto, GVces

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